É sabido que os ácidos graxos são
importante fonte de energia para contração muscular. As principais fontes
metabólicas de energia derivadas dos lipídios são os ácidos graxos do tecido
adiposo, os triglicerídeos intramusculares e os triglicerídeos circulantes do
plasma. A contribuição de cada um depende do exercício realizado, duração,
intensidade e estado de treinamento do indivíduo. O treinamento de longa
duração provoca adaptações no organismo como, aumento da capacidade oxidativa
dos músculos esqueléticos e maior participação dos lipídios como substrato
energético durante o esforço, ocasionando possível melhora no desempenho do
atleta. O objetivo do presente estudo foi investigar a regulação do metabolismo
lipídico durante a realização do exercício físico.
Palavras chave:
Ácidos graxos; lipólise; exercício físico; metabolismo.
Introdução
As duas maiores fontes de energia
utilizadas durante a realização
do exercício físico são carboidratos (glicogênio e glicose) e lipídios (triglicerídeos). Embora aminoácidos de cadeia ramificada e alguns outros aminoácidos possam ser oxidados pelo músculo, sua contribuição é muito pequena quando comparada aos substratos energéticos inicialmente citados (JEUKENDRUP; SARIS; WAGENMAKERS, 1998a). A relativa contribuição desses substratos na produção total de energia depende da intensidade e duração do esforço realizado. No entanto, durante período de repouso e realização de exercício de baixa intensidade a moderado, os ácidos graxos de cadeia longa são os principais substratos energéticos participantes na produção de ATP (adenosina trifosfato) muscular (CLAVEL et al., 2002). A prática regular de atividade física promove adaptações relevantes quanto a modificações no metabolismo lipídico, sugerindo o uso desse substrato energético como principal fonte de energia. Baseado nas citações acima, o objetivo do presente estudo foi investigar a mobilização dos ácidos graxos durante o exercício físico.
do exercício físico são carboidratos (glicogênio e glicose) e lipídios (triglicerídeos). Embora aminoácidos de cadeia ramificada e alguns outros aminoácidos possam ser oxidados pelo músculo, sua contribuição é muito pequena quando comparada aos substratos energéticos inicialmente citados (JEUKENDRUP; SARIS; WAGENMAKERS, 1998a). A relativa contribuição desses substratos na produção total de energia depende da intensidade e duração do esforço realizado. No entanto, durante período de repouso e realização de exercício de baixa intensidade a moderado, os ácidos graxos de cadeia longa são os principais substratos energéticos participantes na produção de ATP (adenosina trifosfato) muscular (CLAVEL et al., 2002). A prática regular de atividade física promove adaptações relevantes quanto a modificações no metabolismo lipídico, sugerindo o uso desse substrato energético como principal fonte de energia. Baseado nas citações acima, o objetivo do presente estudo foi investigar a mobilização dos ácidos graxos durante o exercício físico.
Ácidos
graxos como reserva de energia
Os lipídios representam uma grande fonte de reserva corporal. Os
ácidos graxos (AG), estocados na forma de triacilglicerol (TG) são reservas altamente
concentradas de energia metabólica porque são reduzidos e anidros e representam
a principal reserva energética disponível no homem. O rendimento da oxidação
completa de ácidos graxos é em torno de 9 Kcal/g, em contraste com cerca de 4
Kcal/g para glicídeos e proteínas. Os carboidratos são armazenados na presença
de água (2g de água por grama de glicogênio armazenado). Em razão disso, a
capacidade de estocagem muscular e hepática de glicogênio é limitada. Porém, os
lipídeos podem ser estocados no corpo em grandes quantidades, pelo menos 6
vezes mais energia do que 1g de glicogênio hidratado. Portanto, lipídeos são
combustíveis muito mais eficientes por unidade de peso (JEUKENDRUP; SARIS;
WAGENMAKERS, 1998a). No entanto, o principal fator problemático associado ao
uso dos lipídios como combustível durante o esforço físico não é a
disponibilidade física dos lipídios como fonte de energia, mas a velocidade na qual
podem ser captados pelo músculo esquelético e oxidados para o fornecimento de
energia. Isso demonstra que para uma oxidação aumentada de lipídios existe um
padrão referencial quanto à intensidade e duração de esforço (AHLBORG et al.,
1974).
DE FREITAS, Ellen Cristini;
NOBREGA, Mariana Pereira; ROSA, Flávia Troncom; FRANCO, Gabriel Silvestre (2012).
METABOLISMO LIPÍDICO DURANTE O EXERCÍCIO
FÍSICO: MOBILIZAÇÃO DO ÁCIDO GRAXO. Disponível em<http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/15698/12065>.
Acesso em 20 de Junho de 2013.
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