terça-feira, 17 de novembro de 2015

Relação entre Biotecnologia, Meio Ambiente e Sustentabilidade: aspectos positivos e negativos

               Sabemos que os animais e as plantas, passam por diversas modificações, para poderem se adaptarem as mudanças em que estão sofrendo o meio ambiente. E os seres humanos, considerados os mais evoluídos, dotados de um raciocínio superior aos demais seres vivos, estão a todo instante, em uma busca incessante de informações, para que consigam criar tecnologias, e segundo os mesmos, resolver problemas, como por exemplo, relacionados a saúde e agricultura, entre outros, e nesta busca incessante, o meio ambiente é o mais agredido, tornando-se o alvo mais massacrado. (PEREIRA, 2012). Diante disso [...] “tem estabelecido um importante princípio de que a implantação de novas tecnologias não supõe só benefícios, mas também, pode estar na base de novos não desejados e nem desejáveis riscos com eventuais prejuízos para a qualidade de vida dos cidadãos”. (VÁSQUEZ, 2008 p.70).

      Neste sentido conceitua-se a Biotecnologia, como: “o conjunto de conhecimentos que permite a utilização de agentes biológicos (organismos, células, organelas, moléculas) para obter bens ou assegurar serviços”. (INSTITUTO DE TECNOLOGIA- ORT). É uma área bastante abrangente, que utiliza conhecimentos da Ciência básica, como: Biologia molecular, Microbiologia, Biologia celular, entre outras, assim como a Ciência aplicada, com: Técnicas imunológicas, químicas e bioquímicas, e outras tecnologias, entre as quais estão: Informática, Robótica e Controle de processos. (INSTITUTO DE TECNOLOGIA- ORT s/d). “Com o aparecimento das novas tecnologias biológicas abriu-se um novo capítulo na evolução. Elas permitem elucidar com facilidade o requisito de compatibilidade reprodutiva necessário para conseguir transferência de genes. (PINTO, s/d p.4).

       Todavia, sabe-se que o Brasil possui uma diversidade de espécies em grande escala, com cerca de 20% total das do planeta. Além das espécies vegetais do bioma Amazônia, que abrange mais de 30 mil espécies vegetais. O cerrado, a Caatinga, os campos Sulinos, o Pantanal e a Mata Atlântica são formados por uma grande variedade de espécies da flora e fauna. Com isso nossos biomas são muito visados, e, portanto, vê-se que os recursos naturais são de interesse econômico, já que a biodiversidade é bastante rica, e consequentemente também muito explorada. Neste mesmo âmbito destacam-se a biotecnologia, cujo são desenvolvidos uma série de produtos para o mercado de cosmético, farmacêutico, entre outros, tornando-se assim, a Biodiversidade um campo de trabalho e lucro. (PEREIRA, 2012).

         A partir da descoberta da estrutura do DNA, houve uma revolução na área da genética e biologia molecular, surgindo a biotecnologia moderna, que consiste na manipulação controlada e internacional do DNA por meio das técnicas de engenharia genética. Com participação na pecuária, agricultura e em diferentes áreas da saúde, estão envolvidas as áreas das novas biotecnologias. Neste contexto, pesquisadores afirmam que os organismos geneticamente modificados (OGMs) trarão muitos benefícios, entre os quais estão: aumento na capacidade produtiva das lavouras, maior durabilidade dos alimentos, plantas mais resistentes a ataques de pragas carne com maior teor de proteína e menor quantidade de gordura, leite com mais vitaminas etc. (PATRIARCHA, 2014). Além do mais, Rodrigues (2009) ainda reforça que:

De um ponto de vista ambiental, a biotecnologia oferece novos meios para proteção e melhoria do ambiente, nomeadamente do ar, solo e água. A investigação está centrada no desenvolvimento de produtos e processos industriais menos poluentes, bem como em práticas agrícolas mais sustentáveis. Além disso, a biotecnologia permite potenciar ações previstas no âmbito de outras estratégias e planos, nacionais e europeus, que visam a preservação do ambiente, contribuindo para a sua integração. Poderá promover, por exemplo, o desenvolvimento de tecnologias de produção de energia e de produtos comercializáveis, a partir de águas residuais, contribuindo para a transformação de estações de tratamento em estações de recuperação de materiais, um dos domínios prioritários preconizado no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais.

       Portanto “não é a diversidade da natureza, ou da vida em si, o que vem sendo recentemente revalorizado. São as partículas genéticas, ou a informação nelas contida, o que tem valor estratégico para as biotecnologias avançadas”. (ALBAGLI, 1998). Com isso, ainda são necessários estudos mais sólidos, para que se reconheçam os impactos negativos dessa tecnologia tão atuante na sociedade atual, com implicações sobre o meio ambiente e a saúde humana.  
   

REFERÊNCIAS



PEREIRA, Álvaro Júlio. Biotecnologia e Meio ambiente. Fortaleza: SEAD/UECE, 2012. 125 p.

VÁSQUEZ, Silvestre Fernández. Possíveis impactos da biotecnologia no meio ambiente, especialmente na população humana, 2008. Disponível em:< http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/biociencias/article/viewFile/478/277>. Acesso em: 17 de nov de 2015.


INSTITUTO DE TECNOLOGIA-ORT. O que é Biotecnologia? Disponível em:< http://www.ort.org.br/biotecnologia/o-que-e-biotecnologia/>. Acesso em 17 de nov de 2015.


PINTO, António José. Organismos Geneticamente Modificados – Dimensão Ética. Disponível em:< http://www.emrcmondim.com/pdfs/ogm.pdf>. Aceso em: 17 de nov de 2015.


Sustentabilidade x Tecnologia. Disponível em:< http://pt.slideshare.net/12101240/sustentabilidade-x-biotecnologia>. Acesso em: 17 de nov de 2015.


PATRIARCHA, Giselle Christine Malzac. Biotecnologia: a busca do equilíbrio entre a saúde humana, o meio ambiente e o desenvolvimento econômico, 2014. Disponível em:< http://jus.com.br/artigos/29535/biotecnologia-a-busca-do-equilibrio-entre-a-saude-humana-o-meio-ambiente-e-o-desenvolvimento-economico>. Acesso em: 17 de nov de 2015.


RODRIGUES, Ana Cristina. Biotecnologia, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, 2009. Disponível em:< http://www.ci.esapl.pt/off/maiores23anos-2012/biotecnologia-desenvolvimento.pdf>. Acesso em: 17 de nov de 2015. 


ALBAGLI, Sarita. Da biodiversidade à biotecnologia: a nova fronteira da informação, 1998. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-19651998000100002&script=sci_arttext>. Acesso em: 17 de nov de 2015.

quinta-feira, 19 de março de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE OS IMPACTOS AMBIENTAIS EM CASCAVEL CEARÁ



Olá amigos leitores, nesta semana iremos apresentar a vocês, um pequeno documentário, destacando alguns problemas ambientais que ocorrem na cidade de Cascavel-Ceará, e que vem trazendo grandes prejuízos aos ecossistemas locais, e a população em geral da cidade.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Interações Ecológicas !

Olá queridos Leitores, estamos voltando com novas publicações. Dessa vez vamos falar um pouco sobre Interações Ecológicas.  

Na natureza, como já sabemos, os animais vivem interagindo. E essas interações que existem entre todos os seres vivos, fazem parte de um equilíbrio ecológico.

As interações podem ser divididas em:

Interações harmônicas: são aquelas onde não há prejuízo para as espécies participantes, e vantagem para pelo menos uma delas.

Interações desarmônicas: são aquelas onde pelo menos uma das espécies participantes é prejudicada, podendo existir benefício para uma delas.

Entenda um pouco essas interações, através dessa história em quadrinhos !

LUCAS E JOÃO EM: INTERAÇÕES ECOLÓGICAS



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O Ensino de Libras como obrigatoriedade em cursos de Licenciatura.

            A lei LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002, passou a ser reconhecida como meio legal de comunicação e expressão para os deficientes auditivos.  O ensino da libras faz parte do processo de organização do ensino público inclusivo. Até o final deste ano (2014), o Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa” Viver sem Limites”, tem como meta abrir 27 cursos de letras-libras para professores e mais 27 para tradutores e intérpretes, além de 13 cursos de pedagogia, tendo no componente curricular a educação bilíngue.
             O Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005, determina que todos os cursos de magistério devam incluir a disciplina Libras como obrigatória. No capítulo II, o documento afirma que os cursos de magistério em nível médio e superior devem ensinar Libras, incluindo os cursos de licenciatura nas diferentes áreas do conhecimento e o de Pedagogia. O curso de formação inicial de professores em letras-libras, para promover a formação de docentes para o ensino de libras, foi instituído por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e mantém 18 polos. Em 2010, dois novos cursos letras-libras foram criados pelas instituições federais de Goiás e Paraíba, nas modalidades presenciais e a distância
                                             fonte Imagem: Uol.com.br

Referências:
LIMA, Priscila Augusta. Uma reflexão sobre o ensino-aprendizagem. Disponível em<https://www.ufmg.br/inclusaosocial/?p=78>. Acesso em 15 de Agosto de 2014.


Libras faz 10 anos e integra política de inclusão do MEC. Disponível em<http://redecomunicadores.mec.gov.br/noticias/3850-libras-faz-10-anos-e-integra-politica-de-inclusao-do-mec>. Acesso em 15 de Agosto de 2014.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Reflexões: O Mundo de quem não consegue ouvir !

Depois de termos compreendido a importância do ensino de Libras no contexto Educacional, trago um belo poema do escritor Mário Quintana, sobre as deficiências, e um lindo vídeo mostrando que, o Amor pode conviver com o silêncio.

DEFICIÊNCIAS - MÁRIO QUINTANA

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.


"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.


A importância da Educação Bilíngue para a comunidade surda

         Todos os tipos de deficiências merecem uma atenção diferenciada, principalmente no contexto educacional, pois inserir uma pessoa com determinada deficiência em um contexto educacional igual ao demais, somente para dizer que ela está inserida naquele meio, não terá bons resultados. Devemos ter a consciência que para o deficiente auditivo ser englobado no contexto social, para interagir junto a sociedade como um todo, ele deverá ser educado de uma maneira bem direcionada a sua deficiência, com isso surge a necessidade e a importância do bilinguismo, que é (num sentido escrito) uma proposta de ensino usada por escolas que se propõem a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos têm apontado para essa proposta como sendo mais adequada para o ensino de crianças surdas, tendo em vista que se considera a língua de sinais como língua natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita. No entanto, o reconhecimento dos surdos enquanto pessoas surdas e da sua comunidade linguística estão inseridos dentro de um conceito mais geral de bilinguismo.
         Esse conceito mais geral de bilinguismo é determinado pela situação sociocultural da comunidade surda como parte do processo educacional. O fato de serem pressupostas duas línguas no processo educacional da pessoa surda, a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, está inserido num processo educacional. Bilinguismo para surdos atravessa a fronteira linguística e inclui o desenvolvimento da pessoa surda dentro da escola e fora dela dentro de uma perspectiva sócio antropológica. O bilinguismo, tal como entendemos, é mais do que o uso de duas línguas. É uma filosofia educacional que implica em profundas mudanças em todo o sistema educacional para surdos. A educação bilíngue consiste, em primeiro lugar, na aquisição da língua de sinais, sua língua materna. Lacerda & Mantelatto (2000) afirmam que “o bilinguismo visa à exposição da criança surda à língua de sinais o mais precocemente possível, pois esta aquisição propiciará ao surdo um desenvolvimento rico e pleno de linguagem e, consequentemente, um desenvolvimento integral”. A comunidade dos surdos está inserida na grande comunidade de ouvintes que, por sua vez, caracteriza-se por fazer uso da linguagem oral e escrita. O bilinguismo propõe que o surdo comunique-se fluentemente na sua língua materna (língua de sinais) e na língua oficial de seu país. Oral ou escrita? Essa questão polêmica divide os educadores de surdos. No entanto, todos concordam que o desenvolvimento cognitivo, afetivo, sociocultural e acadêmico das crianças surdas não depende necessariamente de audição, mas sim do desenvolvimento espontâneo da sua língua. A língua de sinais propicia o desenvolvimento linguístico e cognitivo da criança surda, facilita o processo de aprendizagem, serve de apoio para a leitura e compreensão.
         De acordo com Souza (1998), “a partir do momento em que os surdos passaram a se reunir em escolas e associações e se constituíram em grupo por meio de uma língua, passaram a ter a possibilidade de refletir sobre um universo de discursos sobre eles próprios, e com isso conquistaram um espaço favorável para o desenvolvimento ideológico da própria identidade”. Em síntese, a integração plena da pessoa surda passa, necessariamente, pela garantia de convívio em um espaço, onde não haja repressão de sua condição de surdo, onde possa expressar-se da maneira que mais lhe satisfaça, mantendo situações prazerosas de comunicação e de aprendizagem. Para Vygotsky (1989), “a trajetória principal do desenvolvimento psicológico da criança é uma trajetória de progressiva individualização, ou seja, é um processo que se origina nas relações sociais, interpessoais e se transforma em individual, intrapessoal”.
imagem: http://jionline.fmatitude.com.br/wp-content/uploads/2014/01/Libras-crianas.jpg

Referências:
O BILINGUISMO APLICADO À EDUCAÇÃO ESPECIAL DE SURDOS. Disponível em< http://www.ufrgs.br/psicoeduc/wiki/index.php/O_BILINGUISMO_APLICADO_%C3%80_EDUCA%C3%87%C3%83O_ESPECIAL_DE_SURDOS>. Acesso em 12 de Agosto de 2014.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Etapas de instalação de um aterro sanitário

Um aterro sanitário pressupõe 3 (três) etapas essenciais, tanto para a sua viabilidade de implantação física quanto para o seu funcionamento adequado.

1º ETAPA- ESTUDO CONCEITUAL: Nesta etapa, a dimensão do porte do aterro sanitário a ser instalado bem como a sua vida útil determinam o custo econômico do EPIA/RIMA.
É o momento de se tomar conhecimento do problema, ou seja, a etapa vai contemplar as informações básicas sobre os resíduos a serem dispostos no aterro a ser instalado e a projeção de produção sobre todo o período de alcance do projeto. Esses resíduos sólidos que serão recebidos pelo aterro são todos os resíduos urbanos, exceto aqueles com potencial patogênico, corrosivo, com reatividade e inflamabilidade e com capacidade de bioacumulação, pois as características de tais resíduos poderiam provocar riscos ao meio ambiente e à saúde pública. Uma vez separados, procede-se à pesagem do lixo coletado, à avaliação dos componentes recicláveis e susceptíveis de decomposição biológica e dos resíduos inertes e é aferido o peso específico dos resíduos coletados para fim da redução volumétrica destes resíduos no aterro. Finalmente é feita a projeção da população urbana a ser atendida pelo projeto do aterro em execução, para se avaliar ano a ano, a produção futura de resíduos que o aterro comportará. O valor da produção de resíduos per capita, multiplicado pela população, ano a ano, corresponderá à projeção da produção de resíduos no final do projeto, sendo então, o valor considerado para o dimensionamento total do aterro e para o estudo ambiental visando os licenciamentos.

2º ETAPA- ESTUDO BÁSICO:  Nesta etapa é feita a seleção e caracterização do local para o aterro sanitário. Serão informados os elementos do projeto básico, os sistemas de drenagem de águas pluviais, a produção de chorume e a sua drenagem, remoção e tratamento, a produção de biogás e seu sistema de drenagem e destino final, o sistema de impermeabilização superior e inferior do aterro, a definição das unidades de apoio administrativo, a posição do aterro de emergência e resíduos especiais e a fixação dos parâmetros do projeto executivo do aterro. Importantíssimo nesta etapa é a escolha do local para a implantação do aterro, quando na seleção do terreno, deverá ser considerado o suficiente afastamento das zonas habitadas, conservando, entretanto, certa proximidade do centro de massa da coleta de resíduos sólidos.
Deverão ser estudadas as características capazes de controlar os riscos de contaminação da água, do ar e do solo, com afastamento ideal das áreas de proteção de mananciais. O local deverá contar com sistema de serviços públicos, tais como redes elétrica, de água e de telefone, oferecer possibilidade de múltiplos acessos, dispor aparentemente, no próprio local, de material de cobertura em quantidade e qualidade e devem ser consideradas, segundo a lei de ocupação do solo, as oportunidades de desapropriação e facilidades de aquisição do terreno, entre outras,

Isto significa que na escolha do local devem ser atendidas as características ideais ao:

· Meio físico como hidrogenia, direção dos ventos, relevo do terreno, precipitação pluviométrica,caracterização geológica e geotécnica, umidade relativa;

·  Meio biótico - como a fauna, a flora e o zoneamento ambiental;

  Meio antrópico - como a demografia e estruturas urbanas, econômicas e viárias - Inter referenciais.

O projeto básico consiste, em suma, na concepção inicial do aterro sanitário e definição dos parâmetros do projeto executivo, consubstanciados em memorial descritivo. Conforme as peculiaridades locais, os aterros podem ser projetados e executados por 3 (três) métodos distintos, segundo os parâmetros da engenharia, a seguir:

MÉTODO DA TRINCHEIRA:   O método da trincheira é usado em terrenos planos, onde são feitas escavações no solo, com largura variável entre 10m e 30m e profundidade aproximada de 3m. O material escavado é estocado, para posterior utilização como material de cobertura.
MÉTODO DA ÁREA:   O método da área é utilizado em zonas baixas, aonde não existe possibilidade de aproveitamento do solo local, para material de cobertura.
MÉTODO DA RAMPA: O método da rampa consiste no aterro feito com o aproveitamento de um talude, natural ou construído, onde o lixo é compactado de encontro a este talude. O material de cobertura é retirado por escavação feita na própria frente de trabalho.

Conforme os elementos analisados e o planejamento técnico global chegar-se-á ao real tipo de aterro que se pretende; se do tipo convencional ou com fins energéticos, se apenas para recebimento do lixo domiciliar ou ainda do específico para atender aos resíduos sólidos especiais, como os hospitalares ou tóxicos.

3º ETAPA - PROJETO EXECUTIVO:   Esta fase aborda a concepção e a justificativa do projeto, com o organograma de todos os dimensionamentos e critérios e a fixação e previsão de todos os passos essenciais e necessários à conclusão do mesmo. Contempla o dimensionamento dos elementos do projeto executivo do aterro, o dimensionamento de águas pluviais e superficiais, na drenagem e tratamento final do chorume e do biogás, da especificação dos equipamentos operacionais, de pessoal, de transporte, fixação de critérios operacionais do aterro sanitário e controle tecnológico, previsão do futuro uso do local, tipos de monitoramento, estimativas de custos e cronograma físico-financeiro.

Critérios Operacionais Exigidos:
·        -  Primeira etapa - Descarga do lixo ao pé da rampa;
·    - Segunda etapa - Disposição do lixo em camadas de aproximadamente 60 cm de espessura;
·       - Terceira etapa - Compactação do lixo com trator passando de 3 a 5 vezes sobre as camadas do lixodisposto na 2º etapa;
·       -  Quarta etapa - Cobertura do lixo compactado com terra, operando com o trator de baixo para cima;
·         -Quinta etapa - Cobertura do lixo compactado com terra, operando com o trator de baixo para cima;

r    Referências:
   Aterro Sanitário. Disponível em<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA8a8AD/aterro-sanitario>. Acesso em 17 de Julho de 2014.