quarta-feira, 16 de abril de 2014

Muitos professores da rede pública, de ensino básico no Brasil, lecionam disciplinas, em que não tiveram formação acadêmica adequada.

Sabemos que um dos grandes problemas na educação de nosso país, é a escassez de professores na área de exatas. Devido a este fato, muitas secretarias municipais e estaduais de Educação, contratam professores formados em áreas adversas a sua formação acadêmica. E uma delas é a carência em profissionais formados nesta área.  Segundo dados do Censo Escolar 2009 tabulados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que pouco mais da metade (53,3%) dos professores que atuam no ensino médio na rede pública têm formação compatível com a disciplina que lecionam. O total é de 366.757. Nas séries finais do ensino fundamental, etapa na qual as matérias começam a ser dadas por professores de áreas específicas, a proporção é ainda menor: 46,7% de 617.571 docentes.

Segundo o censo, nas séries finais do ensino fundamental, apenas 5% dos professores de física têm licenciatura na área. Em química, apenas 10,4% dos docentes têm formação adequada. Em biologia, 16,4%. Mesmo em língua portuguesa, a disciplina dessa fase que mais possui professores com formação adequada para o ensino da matéria, os qualificados não passam de 65% do quadro de profissionais da área. No ensino médio, as áreas que “lideram” as estatísticas da inadequação entre diploma universitário e matéria dada em sala de aula são um pouco diferentes do fundamental. Além da física, em que apenas 25,1% dos docentes que lecionam a disciplina têm formação na área, em química, 28% dos profissionais dão aulas sem qualificação adequada. Faltam também professores especialistas de língua estrangeira e de educação artística, por exemplo.

Diante de todo este levantamento, o que podemos analisar? O que está acontecendo?


Segundo Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), afirma que a realidade preocupa os gestores. “A formação dos professores tem tudo a ver com a qualidade de ensino. Não há como pensarmos em melhorar a educação sem investirmos nisso”, afirma. Estudo feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) baseado nos dados do Censo Escolar de 2007 mostra que, o nível de desempenho escolar, está de fato, inserido também, na boa qualificação, ou seja, formação do professor. A carência de profissionais é tão extensa, que em muitas cidades brasileiras, lesionam até mesmo leigos na área. São tantos os problemas que decorrem a dezenas de anos, e que se nada for feito, a educação brasileira, seguirá por muitos anos, passos ainda muito lentos, levando em consideração países desenvolvidos, que já estão em níveis bastante elevados. A desvalorização destes profissionais é um dos grandes problemas, e que levam a esta grande decadência no ensino, a exageradas cargas horárias levam a desmotivação, pois para que se aplique uma boa aula, é necessário um bom planejamento, e o excesso de trabalho, deixa o professor sem este tempo tão importante para a elaboração de boas aulas.


Fonte da pesquisa.  Disponível em<http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/05/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1252690-professores-40-nao-sao-formados-na-area-em-que-ensinam.html>. Acesso em 15 de Abril de 2014.

2 comentários:

Ciências Biológicas - descobrindo o natural... disse...

Olá NEUDIANE...
Sobre este assunto, eu, que já passei por este fato posso falar.

Estudei há alguns anos atrás em uma escola onde minha professora de português era obrigada a ensinar espanhol! Como ela conhecia o básico desta língua que não era sua área de atuação, ela apenas copiava algumas questões ou textos retirados da internet ou de livros no quadro e passa atividades de interpretação dos mesmos. Esquecendo e não sabendo lecionar as regras, as pronuncias... Por fim, como já imaginamos, "foi um faz de conta"!!!

Neudiane Silva disse...

O que você comentou Jaíris, é um retrato do que acontece em nosso país, professores sem formação para lecionarem determinadas disciplinas, mas como a "carência" é extrema, se faz necessário, "este faz de conta de aprendizagem", que no final que paga por isso é o próprio estudante e o país, que tem entre uma das melhores economias e uma das piores educação.